Sobre a Guerra na Ucrânia

por Sofia Silva

Guerra na Ucrânia: 

Quase quatro décadas após o desastre nuclear de Chernobyl, a Ucrânia enfrenta mais um episódio turbulento de sua história. Até 5 de abril, a invasão russa no país, iniciada em 24 de fevereiro, provocou a morte de 1.563 civis, segundo o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Rússia de Kiev e Imperial: 

Rússia e Ucrânia compartilham um ancestral cultural comum: a Rússia de Kiev, uma confederação de tribos eslavas da idade média que se estabeleceu no leste europeu. Após subsequente invasão mongol no século 13 e a conquista polonesa-lituana do território da atual Ucrânia, os dois povos passaram séculos separados até serem unificados pelo Império Russo entre os séculos 16 e 18.

União Soviética: 

Com o colapso do Império Russo na revolução de 1917 e a ascensão da União Soviética em 1922, foram criadas uma série de repúblicas para subdividir o país; entre elas, a da Ucrânia. Na ditadura stalinista, os ucranianos vivenciaram o Holomodor, a grande fome dos anos de 1930, que dizimou mais de 20% de sua população. Em 1954, Nikita Khrushchov, líder da URSS, transferiu o controle da península da Crimeia da Rússia para a Ucrânia. 

Independência em 1991: 

Em 1991, com o fim da União Soviética, cada ex-república se tornou um estado independente. Pela primeira vez desde a idade média, os ucranianos puderam constituir seu próprio estado soberano a partir de um referendo, com 90% dos ucranianos votando pela independência. Em 1994, a Ucrânia entregou as antigas ogivas nucleares soviéticas em seu solo à Rússia, com a garantia de que suas fronteiras seriam respeitadas, constituindo o Memorando de Budapeste.

● Aproximação com o Ocidente: 

Nos anos posteriores, a Ucrânia iniciou um movimento de aproximação com o ocidente. O sucesso de países vizinhos que ingressaram para a União Europeia despertou em boa parte da população o desejo de seguir o mesmo caminho. Em 2013, após um recuo nas negociações com o bloco europeu, ocorreram enormes protestos que levaram à deposição de Víktor Yanukóvytch no ano seguinte e à ascensão de um governo pró-ocidente. 

Crise da Criméia: 

Ao sul da Ucrânia, entretanto, o cenário era um pouco diferente. A região tem forte presença étnica e linguística russa e também presenciou protestos pró-Rússia. No meio destes distúrbios, grupos separatistas armados, chamados de homens verdes, assumiram o controle da península da Criméia e solicitaram anexação por parte da Rússia. Violando os acordos assinados nos anos 1990, a Rússia enviou tropas para assegurar o controle da região e a anexou.

Conflitos em Donbass: 

A região de Donbass, no leste da Ucrânia, também foi palco de conflitos violentos. Desde 2014, grupos separatistas armados e financiados pela Rússia mantêm o controle territorial de partes das repúblicas de Donetsk e Luhansk. Como retaliação à intensificação das negociações entre a Ucrânia e a Otan, Putin reconheceu oficialmente a independência dessas regiões no dia 21 de fevereiro de 2022. 

Fontes: 

https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2022/04/guerra-na-ucrania-como o-conflito-reconfigura-geopolitica-mundial.html#:~:text=Quase%20quatro%20d%C3 %A9cadas%20ap%C3%B3s%20o,Unidas%20para%20os%20Direitos%20Humanos 

https://novo.org.br/explica/russia-e-ucrania-um-resumo-da-historia-e-do-conflito/

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